Análise | The Legend of Zelda: Link’s Awakening (Switch)

A Nintendo teve uma idéia super acertada em recriar um dos jogos da franquia Zelda mais querido pelos fãs e também, um tanto quanto desconhecido para um publico mais jovem. Digo isso porque The Legend of Zelda: Link’s Awekening havia sido lançado originalmente para o portátil Gameboy Color. Sendo assim, todos nós, dos mais velhos ao mais novos fãs, poderemos desfrutar dessa magnífica história.

Ficha técnica

  • Desenvolvido por: Nintendo
  • Publicado por: Nintendo
  • Gênero: Ação / RPG                                    
  • Lançamento: 20 de setembro de 2019
  • Modos: 1
  • Disponível para: Switch

Perdido em alto mar

Logo após o final de The Legend of Zelda: A Link to the Past (Snes), Link parte em uma nova aventura buscando melhorar suas habilidades para caso apareça algum novo inimigo que possa colocar Hyrule em perigo.

 Em alto mar, Link é acometido por uma forte tempestade e tendo o seu barco atingido por um raio e caindo no mar. Acordado posteriormente por Marin, ele descobre que está na ilha Koholint, um local com poucos habitantes, nas quais nunca saíram dessa ilha e tem grande ovo bem no topo de uma montanha.

Conversando com o povo da ilha, Link descobre que a única forma de talvez sair da ilha e continuar sua jornada é acordar o Wind Fish, uma enorme baleia que adormece à muito tempo dentro do ovo no topo da montanha da ilha. Sendo assim, Link parte para juntar os instrumentos musicais para enfim acordar o ser adormecido.

Meus amigos, aqui temos uma certa divergência de continuidade. Segundo o antigo livro oficial da franquia Zelda, Link’s Awekenig se passa logo após os eventos de The Legend of Zelda: Oracle of Ages e Oracle of Season. Neste, mostrando Link partindo de barco para novas aventuras. Já a Nintendo, algum tempo atrás, mudou essa cronologia dizendo que o game se passa depois de A Link to the Past e antes dos jogos Oracles.

A verdade é que, para a maioria dos fãs, faz mais sentido o game se passar depois dos Oracles do que do Link to the Past.

Explorando a ilha Koholint

Como dito antes, Link descobre que a única forma de sair da ilha é acordando a baleia Wind Fish e para isso ele precisará de alguns instrumentos musicais, que tocados juntos, poderão acordar o bicho. Mas para realizar essa tarefa, Link precisará percorrer toda a ilha Koholint e isso não será tarefa fácil. O local é bem grande e esconde bastante perigos e inimigos como monstros vindos direto de Link to the Past e até alguns monstros vindos do mundo de Super Mario! Será que o mundo de Zelda se passa no mesmo mundo de Mario ou seria tudo um sonho…

Enfim, a mecânica dos games anteriores continuam a mesma, ou seja, devemos desbravar uma dungeon em busca de itens e do instrumento musical, achando os itens, devemos partir para a próxima dungeon pois, é com os itens que pegamos na dungeon anterior, que nos ajudará com a próxima e assim por diante. Todas as dungeons guardam segredos, chaves para destrancar portas e até habilidades e armas especificas que devemos ter para vence-las. Ao final de cada dungeons nós enfrentamos um boss.

É muito legal perceber que Link’s Awekening possui certas referências à jogos anteriores da franquia e até da franquia Super Mario. Marin se parece com Zelda, outros personagens lembram Mario e até alguns monstros da franquia do bigodudo.

Seus gráficos são um show à parte, com um estilo totalmente diferente dos visto em toda a franquia. Aqui, o mundo se parece com brinquedos e os personagens se parecem com bonecos de plástico. Estranho de se ver de inicio, mas em pouco tempo você acaba se acostumando e curtindo muito o estilo empregado nos gráficos.

Já as melodias são lindíssimas e combinam com cada ambiente na qual nos encontramos. As músicas parecem que estão sendo tocadas em uma vitrola e é bem legal e inovador, diga-se de passagem.

Faça a sua própria Dungeon!

Sim meus queridos, em Link’s Awekening podemos usar um editor de dungeons e construir os nossos próprios “calabouços” e colocar segredos, inimigos, itens e tudo o que der na telha (e que seja possível pelo editor). É muito divertido construir dungeons ou ficar modificando aquelas que já criamos. O ponto negativo disso é que não podemos compartilhar as nossas dungeons ou baixar as dungeons de outros jogadores, ficando limitado apenas a jogar as dungeons em nossos próprios Switch.

Conclusão

A Nintendo tem o dom de criar jogos maravilhosos e de recriar seus jogos com uma habilidade que nenhuma outra empresa tem. The Legend of Zelda: Link’s Awekening já era uma obra de arte em sua versão original no Gameboy Color e, não satisfeita em apenas trazer o mundo desse game para a atual geração, a Nintendo decidiu recriar o game do zero trazendo um estilo gráfico lindíssimo e novas mecânicas, além de uma abertura totalmente animada. Um enredo simples, porém muito imersivo e até triste em seu final, com melodias muito boas e bem arranjadas e um editor de dungeons bem divertido. O game peca apenas em não poder compartilhar suas dungeons criadas para outros jogadores e as pequenas quedas de velocidade em algumas partes.

Obrigatório para qualquer fã da franquia Zelda.

Nintendo



Deixe um comentário