Análise | Dragon Ball Z – Kakarot

8.0

A verdade é que desde Dragon Ball Z: Budokai 3 lançado ainda em 2004, nenhum outro jogo da franquia me chamou tanto a atenção. Devo contudo, reconhecer que não cheguei a jogar ainda Dragon Ball Fighter Z.

Porém bem distante da proposta do Fighter Z, DBZ Kakarot aposta no estilo RPG, permitindo ao jogador percorrer toda uma história antes de realmente partir para o combate. Não será estranho encontrar as famosas pausas entre o fim de cada saga. Ao terminar a Saga Sayajins, por exemplo, você não partirá imediatamente para Namekusei, pelo contrário, vivenciará alguns dos eventos ocorridos entre este período, auxiliará Bulma a construir a nave e também, poderá comer bastante, honrando os gigantescos pratos devorados pelos Sayajins.

Você poderá ao longo do jogo realizar refeições que poderão aumentar alguns atributos

Todo o enredo do jogo segue o que nos foi apresentado em Dragon Ball Z, ou seja, tudo se inicia com a chegada de Raditz ao planeta Terra, procurando por seu irmão mais novo Kakarot, enviado a um planeta de nível baixo para dominá-lo ainda quando criança. Ao constatar que Kakarot (Son Goku) não era quem ele esperava toda a história começa, terminando somente na saga Majin Boo. Desta forma o jogador vivenciará batalhas épicas, acompanhando a evolução dos personagens como em um RPG, podendo não apenas participar das batalhas principais, mas também evoluir o seu personagem com combates aleatórios ao redor do mapa.

Missões extras que fazem também diversas referências ao universo de Dragon Ball Z também estão presentes permitindo, por exemplo, que Gohan ainda pequeno, antes de viajar para Namekusei, acabe por ajudar o Imperador Pilaf a derrotar terríveis monstros em uma caverna.

Graficamente o jogo é um espetáculo a parte, os personagens foram fielmente representados e não apresentam um aspecto falso que tanto me incomodava como os vistos nos jogos da série Xenoverse. Dragon Ball Z: Kakarot realmente parece um anime, e você se sente em vários momentos em uma verdadeira reprise do anime, em alguns momentos é inclusive possível deixar o controle de lado para acompanhar atentamente o desenrolar da história.

O combate contra o Grande Freeza conta com praticamente todas as etapas vistas no anime, apresentando toda a sua ferocidade e impacto.

É possível notar que houve por parte dos produtores uma atenção especial na reprodução dos personagens, suas expressões faciais dão vida ao momento levanto o jogador a se sentir parte dos eventos. As diversas transformações de Freeza e o respeito a quem enfrentou ele em cada um dos momentos é um exemplo de como se respeitou a história de Dragon Ball Z no game.

A parte sonora é outra que se destaca, músicas originais estão presentes se adequando aos momentos de tensão, de combate intenso, ou seja, toda a atmosfera do anime é fielmente representada levando ao usuário a melhor experiência possível.

Mas o verdadeiro ponto positivo de Dragon Ball Z: Kakarot é o seu gameplay. Tudo flui com naturalidade, sequências de golpes, ataques especiais, combates em alta velocidade tudo acontecendo sem quebrar com a dinâmica do combate, assim como no anime, será possível rapidamente se esquivar de um golpe, desferir uma sequência de golpes por trás do adversário, atacá-lo pela frente jogando-o a dezenas de metros de distância e em seguida finalizar com um ataque especial, tudo dependerá do estilo de jogo do lutador, que poderá adotar apenas combos como método de combate, gastar exaustivamente seu KI disparando rajadas de energias, ou misturando tudo em busca de derrotar o inimigo da melhor forma possível.

Perfect Cell dará tanto trabalho ao jogador como deu aos heróis de Dragon Ball Z.

As Esferas do Dragão também estão presentes no jogo, permitindo ao jogador que reúna-as e realize alguns dos pedidos disponíveis. Entre aqueles que você poderá pedir estão dinheiro, orbs para evoluir personagens, e a possibilidade de reviver batalhas anteriores.

Porém nem tudo são elogios, os momentos entre os eventos principais certamente poderão deixar jogadores que não são fãs da série desmotivados, são missões irrelevantes, que poderiam ser descartadas levando o jogador direto aos eventos principais, contudo, é necessário lembrar que estamos diante de um RPG, onde a exploração do cenário faz parte de todo o conjunto, permitindo inclusive aos mais devotos ao estilo, gastarem horas evoluindo seus personagens em combates ao redor do mapa. Para aqueles que preferem um estilo mais direto, sem momentos de pausas para longas narrativas, certamente o jogo pode não agradar, sendo assim talvez seja melhor permanecer ou apostar no Dragon Ball Fighter Z.

No final a sensação é que Dragon Ball Z: Kakarot foi feito especialmente para os fãs da série que querem explorar ao máximo o universo do anime interagindo e se divertindo ao longo dos combates épicos com seus personagens favoritos.

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