Análise | Hyrule Warriors: Age of Calamity (Switch)

Hyrule Warriors: Age of Calamity vem para nos contar os ocorridos cem anos antes dos eventos de The Legend of Zelda: Breath of the  Wild e mesmo sendo completamente diferente no estilo apresentado pelo majestoso Breath of the Wild, ainda sim é um game canônico no universo Zelda

Ficha técnica

✔ Desenvolvedora: Omega Force I Koei Tecmo
✔ Produtora: Nintendo
✔ Gênero: Ação I Musou
✔ Lançamento: 20 de novembro de 2020
✔ Jogadores: 1-2 jogadores
✔ Plataforma: Switch

No primeiro Hyrule Warriors, a Koei Tecmo pegou tudo do universo The Legendo of Zelda e colocou em um universo completamente novo para a franquia: O Hack’n Slash, ou como é conhecido mundialmente, estilo Musou. 

Já Age of Calamity é unicamente centrado em Breath of the Wild o que o torna um pouco limitado em questão de variedade, mas extremamente importante para como um todo para a franquia. 

                            A Guerra de 100 anos atrás 

Para quem jogou The Legendo of Zelda: Breath of the Wild à de se lembrar que o menino Zelda… ops, o menino Link (desculpe a brincadeira) acorda no santuário do tempo completamente sem memória. No decorrer da aventura, Impa nos fala que devemos encontrar 13 locais espalhados por Hyrule para que possamos reaver partes da nossa memória.  Esses locais são um tanto difíceis de serem encontrados caso você não saiba exatamente aonde eles estão, por isso é mais fácil buscar um guia pela internet e localizar todos eles. 

Esses locais mostram algumas coisas que aconteceram com Link, Zelda e os outros quatro campeões de Hyrule antes que a Calamidade caísse sobre o reino. 

Aqui em Age of Calamity é mostrado como ocorreu a grande guerra que culminou na derrota dos campeões de Hyrule e eventualmente ao domínio de Ganon e o sacrifício de Zelda. 

      Lutando contra vários exércitos 

Como é bem conhecido, Hyrule Warriors segue o esquema Musou, ou seja, enfrentamos vários inimigos seguidos para conquistar territórios e depois desses locais conquistados, poderemos enfrentar um chefe do local e por fim, deixar aquele mapa sob o nosso domínio e então, partir para o próximo local para conquista-lo. A Koei Tecmo é especialista nesse estilo, tanto que ela patenteou o termo Musou e somente ela pode criar games nesse estilo. Ela já foi autora de games nesse estilo como Sengoku Basara, Warriors of Orochi e Hokuto no Ken Musou. 

A Nintendo foi muito esperta em se unir à koei Tecmo e sua divisão de Musou, a Omega Force e contar a história dessa guerra de cem anos no formato de pancadaria pois não daria para fazer isso em um game convencional no estilo Zelda. Aqui podemos jogar com Link, Zelda e os outros quatro campeões de Hyrule, que em Breath of the Wild são apenas almas que ajudam o Link. 

Cada personagem tem o seu próprio estilo de luta e cada um pode usar algumas armas diferentes: Link pode usar espadas, lanças e machados/martelos. Também podemos adquirir novas armas no decorrer das missões e leva-las para o ferreiro para melhora-las ou mesmo fundi-las e transformar em uma arma melhor e mais poderosa. 

Os personagens seguem um esquema parecidos como um RPG na qual ele ganham experiência ao derrotar os inimigos e essa experiência e revertida em aumento no nível do personagem. O nível máximo é 50 e é claro meu caro amigo que você não vai querer jogar com todos os personagens para deixa-los no level 50. Para isso, podemos pegar um personagem e “comprar” level’s com esse ele. Isso ajuda muito pois cada missão exige um certo level para um personagem especifico, e ficar jogando com ele sem você querer, ou gostar dele pode deixar o jogo maçante e chato, mas, se você tiver algumas Rupias (o dinheiro do jogo), você pode pagar para aumentar o seu level e ficar apito para fazer a tal missão. 

Um ponto muito interessante é que, por várias vezes, os inimigos invadem os pontos que conquistamos e tentam reconquista-los. Em outros jogos da série Musou criados pela Koei Tecmo, nós tínhamos de sair correndo até o local e botar ordem lá e  acabar com todos eles. Isso era um pouco cansativo de se fazer, mas em Age of Calamity podemos designar um personagem nosso para ir até aquele local e deixar que ele coloque tudo em ordem.  

Por ser um jogo de ação, o que impera em Age of Calamity é apertar o botão de ação feito louco e derrotar o máximo de inimigos de uma vez. Podemos usar todas as habilidades que Link tem em Breath of the wild, como a bomba, o cadeado do tempo, que paralisa o inimigo ou objeto por um tempo ou mesmo a possibilidade de criar pilares de gelo. Além disso, podemos controlas em certos momentos as quatro Bestas Celestiais e isso é fenomenal.  

 No game anterior, ver essas Bestas Celestiais pelo mapa dava a mesma sensação de enfrentar um monstro em Shadow of the Colossus e aqui em Age of Calamity podemos controla-las e destruir geral. 

Temos também um esquema parecido em Demons/Dark Souls que é o Parry. Alguns sub-chefes possuem uma guarda muito resistente e para tira-lo dessa posição, podemos dar um parry no exato momento em que ele nos ataca e assim deixar a guara dele aberta, possibilitando o ataque frenético. Também podemos esquivar no momento em que o ataque do inimigo iria nos atingir, assim, podemos deixar tudo em câmera lenta e dando uma maior possibilidade de ataque.

Fritando o Switch 

A primeira coisa que podemos perceber assim que iniciamos a pancadaria em Age of Calamity é que o game não usa a mesma engine de Breath of the Wild. No game original de 2017 é clara a competência e grandiosidade que a Nintendo teve para criar todo o ambiente do game e o quanto de detalhe que ele tem, sem queda de frames. Aqui em Age of Calamity não temos o mesmo nível de detalhes em alguns momentos, ainda mais se pararmos para ver objetos à longa distância e também as constantes quedas de frame. É nítido que o game é muito pesado para o pequeno Switch e nos leva para uma questão de: Será que não teremos mesmo um switch Pro?  

Como falei agora pouco, podemos jogar certas partes com as Bestas Celestiais e que isso era muito legal. Sim caro amigo, é legal, mas somente se você desligar o modo sensor dos Joy-Cons pois com eles ligados, fica praticamente impossível de jogar. Além disso, dê preferência em jogar no modo normal. Eu inventei moda de jogar no Very Hard e só passei raiva! O jogo fica roubado demais, os inimigos possuem mais HP e tiram um absurdo de vida dos nossos personagens e também, temos os nossos danos reduzidos, ou seja, fica desbalanceado demais e só apanhamos atoa. 

Os gráficos são muito bonitos e a quantidade de inimigos na tela impressiona demais, mas como eu disse, fazem com que o Switch se mate para reproduzi-los. 

        Vale a pena? 

Se você for fã da franquia The Legendo of Zelda tem como dever jogar Hyrule Warrior. Pode ser que o estilo Musou não lhe agrade muito, mas pelo game contar em detalhes os ocorridos na guerra de 100 anos já vale o investimento. A história não ocorre 100% como visto nas lembranças de Link em Breath of The Wild mas isso não importa muito, o que importa é saber na pratica como a guerra foi e como a calamidade corrompeu Hyrule e as Bestas Celestiais. 

Sim o game possui seus pequenos problemas no controle, na queda de frame e algumas coisas referente aos gráficos, mas nem de longe ele é um jogo ruim. Tem vários extras espalhados por Hyrule e mais de 45 horas de pura diversão. 

Canal: Nintendo





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