Análise | Eco Fighters (Arcade)

No começo da década de 1990 muito se falava sobre o meio ambiente e isso se intensificou com a conferência “Rio-92”, na qual as Nações Unidas vieram até ao Brasil para discutir sobre o aquecimento global, poluição e o efeito estufa.

Na época, filmes, desenhos e jogos também quiseram abordar o tema e a Capcom viu a oportunidade de lançar um game que pudesse, além de lhe render uma graninha, educar e conscientizar a garotada sobre o nosso planeta. Com isso ela lançou o jogo de “navinha” Chamado Eco Fighters.

….FICHA TÉCNINCA

✔ Produtora: Capcom
✔ Desenvolvedora: Capcom
✔ Gênero: Ação / Shoot ‘em up
✔ Lançamento: 3 de dezembro de 1993
✔ Jogadores: 1 à 2 jogadores
✔ Plataforma: Arcade, PS2, Xbox Classic, PSP

Metendo bala para salvar o planeta

Em um futuro na qual  a raça humana conseguiu finalmente explorar o espaço, um grande magnata chamado Goyolk usou de sua influência e dinheiro para colonizar outros planetas e por consequência descobriu um cristal que poderia substituir o petróleo. E por fim, ele transformou boa parte do nosso planeta Terra em um grande lixão.

O famoso cientista Dr. Moly, usa de todo o seu conhecimento e recursos para criar uma nave espacial, equipada com uma arma giratória e pronta para colocar um fim nessa sujeita toda e acabar com o império de Goyolk.

Simples, porém divertido

Eco Fighters, também conhecido no Japão como Ultimate Ecology, é um game produzido para a placa de árcade CPS-2 da Capcom e fez um relativo sucesso em sua época.  Seus gráficos são muito bem feitos e bem coloridos, claramente chamativos para as crianças e pré-adolescentes, na qual o game foi direcionado.

A nossa “navinha” é bem bonitinha e os inimigos também não são lá feios, também são bonitinhos para não chocar muito a criançada. Ao todo, o game é composto por 7 estágios: O primeiro é uma espécie de lixão, o segundo em alto mar, o terceiro estágio ocorre no meio de uma cidade, o quarto estágio é no meio do deserto, o quinto se passa em uma mina/caverna, o sexto estágio se passa no espaço e o sétimo e estágio final se passa na base do Goyolk.

Em todos os estágios podemos ver um excelente trabalho com os sprites, mostrando tanto os inimigos, quanto nossa navinha boas animações em 2D. Os efeitos de Paralax  são bem feitos e mostram cidades, aterros, navios, planetas ao fundo, além de efeitos de raios ou até mesmo feixes do sol.

Jogabilidade diferente e um sonzinho legal

Controlar a nossa nave não é difícil, o game segue o mesmo esquema de Gradius ou R-Type, ou seja, a tela vai rolando lateralmente para a direita e podemos controlar a nave para cima, baixo, esquerda ou direita. O que complica um pouco é a arma giratória. Eu joguei esse game em um controle de PS2, então ficaria mais ou menos assim a disposição dos controles: Bolinha atira, Triangulo gira a arma sentido anti-horário, X gira sentido horário. A nossa disposição, temos quatro tipos diferentes de armas: Uma solta várias esferas de fogo, outra tem uma bola negra gigante que pode ser lançada nos inimigos (e eu particularmente acho muito ruim), uma outra que solta laser, mas que se for combinada com a arma giratória, pode criar um escudo/ataque. E por ultimo temos uma arma que fica com uma esfera de fogo em sua frente, enquanto atira de forma bem espaçada em sua frente e cobrindo boa parte da tela. Junto disso, podemos aumentar o poder de nossas armas coletando cristais azuis que são dropados pelos inimigos após serem destruídos. Por fim, em momentos raros da fase, aparecem certas naves que deixam alguns upgrades com as letras B, H e V e cada uma delas mudam um pouco os efeitos que a nossa arma tem, tipo, uma pode fazer nossa arma atirar para vários lugares diferentes, ou deixar a arma com tiro concentrado.

Já a parte sonora é bem eficaz e não traz nada de impactante. Os efeitos de explosão, impacto ou mesmo os sons de tiros são convincentes e competentes, mas nada fora do normal. Já as músicas são todas alegres e bonitinhas, até empolgantes posso dizer e também podemos concluir que foram feitos dessa forma para soar mais amigável para as crianças.

Disponível oficialmente para?

Como dito logo acima, Eco Fighters é um game criado originalmente para os árcades da placa CPS-2 da Capcom e por muitos anos esse jogo ficou exclusivo dessa plataforma, até 2006 quando a empresa lançou a coletânea Capcom Classic Collection para o Playstation 2, Xbox Classic e PSP. Nessas três plataformas o game roda super suave, com possibilidade de jogar em até duas pessoas no mesmo console (no PS2 e Xbx) e jogatina via Ad-Hoc pelo PSP.

Agora de formas não oficiais, o game pode ser jogado em emuladores da placa CPS-2 ou MaMe, tanto em PC quanto em retrobox, ou em emuladores em talet’s ou celulares.

Vale a pena?

Eco Fighters é uma perola das antigas que poucas pessoas conhecem hoje em dia. Um game muito bem, com uma jogabilidade complicadinha no começo, gráficos legais e um som interessante que peca somente em sua duração, sendo que em 30 minutos é possível finalizá-lo.

Com um tema envolvendo o meio-ambiente, Eco Fighters pode ensinar as crianças, de uma forma legal e divertida, de como cuidar do nosso planeta metendo bala nos poluidores.

Canal: World of Longplays



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