Análise | Mortal Kombat 2 (Saturn/Playstation 1)

Mortal Kombat 2 foi lançado em 1993 e recebeu versões na época para o Mega Drive, Super Nintendo e também para GameBoy e Master System. Depois de 3 ans, a Midway sabe-se lá o porque, quis relançar esse game para o Playstation 1 e Saturn e o resultado disso você saberá logo abaixo.

….. FICHA TÉCNICA

  • Desenvolvido: Midway
  • Publicado: Midway
  • Gênero: Luta
  • Lançamento: 1996
  • Plataforma: Saturn, Playstation
  • Modos: 2 jogadores

A Midway quis aproveitar o lançamento dos consoles de 32 Bit, Playstation 1 e Saturn e resolveu lançar a “versão definitiva” de Mortal Kombat 2. A expectativa era muito alta pois os novos consoles tinham o dobro do poder que o Super Nintendo e o Mega Drive tinham a oferecer e um MK II rodando neles era praticamente ter um Mortal Kombat “Arcade Perfect” em casa.

A meus queridos, o que nós vimos recentemente com CyberPunk 2077 é novidade alguma, empresas de games vem iludindo os seus consumidores desde a época do Atari e a Midway não foi diferente. Ela prometeu um game melhor do que a versão árcade e entregou um game abaixo até do que a versão do Snes, que para mim e muito jogadores, a melhor versão de MKII.

Entre as versões do Saturn e Playstation 1, o Sat leva vantagem nos loads do game. Eles são alguns segundos mais rápido. Na tela de abertura, idêntica com a versão árcade, podemos ver que no PS1 existe load na transição de uma cena para outra, coisa que não ocorre na versão do Sat. Também existe load na versão do PS1 antes de começar uma luta, mostrando até um ícone escrito “load” antes das lutas.

A versão do Saturn também é mais rápida na jogabilidade, e não contem quedas de frame como no PS1. Em contra partida a versão do PS1 não tem delay nos comandos. No Sat nos apertamos um botão e ele demora um pouco para ter uma resposta na tela. Complicado.

Na hora dos Fatalities é que a coisa complica, pois assim que aplicamos o comando do Fatalitie, ocorre um pequeno travamento (que é o loading comando do Fatalitie) e ai sim ocorre a animação do fatal. Outra coisa deplorável é jogar com ou contra o Shang Tsung. Toda vez que o bruxo descarado vai se transformar, ocorre um travamento na tela (igual o que ocorre quando fazemos o Fatalitie), que o console carregando o novo personagem que ele se transformou. Agora imagina isso, você, meu amigo, lutando contra a CPU e travando o tempo todo porque o Shang Tsung se transforma em um personagem, e depois trava de novo para ele voltar para a sua forma original de bruxo sem vergonha. Pelo menos dá para arrumar isso nas opções e podemos tirar as transformações dele ou pelo menos deixar ele se transformar somente no mesmo personagem que estamos jogando.

Agora começa a baixaria pois o pior de Mortal Kombat 2 de 32 Bit ficou na parte sonora. É inacreditável de como a Midway teve o descaso de não usar os recurso do CD para extrair um som de qualidade. MK II de PS1 e Sat mais se parece com a versão do Mega Drive com poucas adições.

Faltam todos os tipos de vozes, gritos, grunhidos e falas que existem na versão árcade e Snes e não existem na versão do Meguinha e entre o PS1 e Sat, o console da Sega mais uma vez leva a pior. Na tela de seleção de lutadores, o barulho que o cursor faz é horripilante e parece que alguém está batendo panelas umas nas outras. A música que toca quando é mostrado a montanha com os adversários que iremos enfrentar, no PS1 é igual a música tocada no Snes, já no Sat a música é parecida com a do Mega, ou seja, horrível! No Sat não temos Shao Khan dizendo “Round One/Two/Tree”, falando apenas “Fight”. Ao termino da luta, ele não fala o nome do ganhador, só fala o “Flawless Victory” ou o “Finishim” e pior, não temos os comentários do Shao Kahn e muito menos as suas risadas no meio da luta. No PS1 também temos perdas nos efeitos sonoros, mas pelo menos a fala inicial do Round o Shao Kahn fala.

CONCLUSÃO

Definitivamente não! Mortal Kombat 2 dos consoles de 32 Bit só não é pior que a versão do Mega Drive.Travamentos antes dos Fatalities, os travamentos das transformações do Shang Tsung, delay nos comandos, falta de vozes para os personagens, o que imperdoável sendo que a versão do Snes tem até mais vozes do que a versão do árcade e o pior de tudo, um fato que não citei logo acima: Não temos o Fatalitie do Kintaro! Sim, não temos, simplesmente o comando que fazemos para o Shung Tsung se transformar em Kintaro e finalizar o oponente não existe nas versões de 32 Bit. Legal né? Por essas e outras eu não indico essas versões à ninguém e a melhor forma de jogar um bom e velho MKII é a versão do árcade ou mesmo a do Snes que é suprema.

                                        

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