Análise | Final Fantasy VIII: Remastered

O que torna algo ou um produto em um clássico? Bom, o quadro “Mona Lisa” criado por Leonardo Da Vinci ali pelos anos de 1500 fez muito sucesso entre as pessoas da época, e muitas críticas também, mas que com o tempo, o tornaram um clássico, uma obra de arte. O disco “Abbey Road” dos The Beatles foi lançado no final dos anos 1969 e também fez muito sucesso em seu tempo, como também obteve muitas críticas e hoje em dia ele é considerado um clássico da música, uma obra de arte.

….. FICHA TÉCNICA

  • Desenvolvido por: Square Enix
  • Publicado por: Square-Enix
  • Lançamento: 03 de Setembro de 2019
  • Gênero: J-RPG
  • Modos: Single Player
  • Versões: Playstation 4, Xbox One, Swtich e PC

Já Final Fantasy VIII foi lançado em 1998 pela então SquareSoft para o Plasystation original e como não poderia ser diferente, foi um grande sucesso de vendas, mas a sua aceitação não foi de imediato tão bom quanto o anterior, Final Fantasy VII. Hoje passados mais de 20 anos de seu lançamento, a atual Square-Enix lança para os atuais consoles uma remasterização do controverso Final Fantasy VIII.

Um amor que transcende o tempo!

Squall Leonhart, um jovem de 17, calado e meio arrogante, almeja tornar-se um membro da SeeD, na academia Balamb Garden, uma espécie de academia mercenária. Em um dia de treinamento, Squall e Seifer (um garoto mais arrogante, mandão chato do que Squall), se empolgam em combate 1 vs. 1 e acabam quase se matando. Após acordar na enfermaria da academia, Squall recebe a informação de que ele e sua instrutora Quistis precisaram ir até uma caverna próxima para adquirir o seu primeiro Guardian Force.

Squall e Quistis voltam da caverna com o GF (assim que são chamados os Guardian Forces em FF8), o garoto é apresentado ao também cadete Zell, um jovem bem imperativo e que detesta Seifer. Para a tristeza de ambos, Quistis informa que o malfadado Seifer será o líder deles em uma missão em uma cidade próxima, na qual foi tomada por forças inimigas.

Comparação entre PS1 e PS4

Ao chegarem na cidade, são informados de eles precisam ir diretamente para a torre de rádio e evitar que a mesma seja tomada pelas forças invasoras. O problema aqui é que Seifer dá a mínima para as ordens e apenas quer descer a porrada nos invasores. Em determinado momento, Seifer sai em disparado para a torre de rádio e deixa para traz Squall e Zell. É nesse momento que aparece a garota Selfie informando as novas ordens do alto escalão, mas como Seifer não estava ali, Squall teve que tomar as rédeas e completar a missão. Voltando para Balamb Garden, é informado que Squall, Zell e Selfie foram promovidos para mercenários da SeeD por causa dos seus desempenhos e que Seifer, por não ter cumprido ordens, não foi promovido.

Para celebrar a graduação dos cadetes, uma festa foi armada para os cadetes e no meio desta festa é que Squall conhece Rinoa, uma linda jovem que o tira para dançar e com isso, faz com que uma enorme jornada cheia de lutas, alegrias, tristezas, perdas, adições e claro, um romance que irá fazer muito marmanjo soar pelos olhos….

Bom, como dito anteriormente, FF8 foi lançado lá em 1998 para o PS1 e foi um sucesso absoluto, mas que gerou-se muita polêmica por causa do enredo que envolvia um romance declarado entre Squall e Rinoa que não agradou muitos os jogadores que na época falaram que era um enredo ao estilo “novela mexicana’, isso porque no game anterior, FF7, existia toques de romance, mas era algo mais em segundo plano, deixando o enredo nos mistérios de Sephiroth e a perda de memória de Cloud com um peso muito maior do que as brigas e alegrias dos dois pombinhos de FF8. Algo compreensível para a época em que a maioria dos jogos e filmes envolvia um homem matando tudo o que via pela frente, mas hoje em dia, as coisas são diferentes, e mais e mais vezes vemos filmes e jogos mais emotivos, mostrando romances, amores e outras coisas na qual eram inimagináveis à pelo menos 15 anos atrás.

Hoje, o enredo de FF8 consegue cativar e emocionar tanto quanto FF6 e FF7 em suas épocas e faz com este seja um dos melhores Final Fantasy’s já lançados.

É impecável dizer que o trabalho feito aqui ficou bem melhor do que os vistos nos remasters do Final Fantasy VII e final Fantasy IX. Podemos ver os rostos bem definidos dos personagens principais, algo imperceptível de ser ver na versão original do PS1. Mas não só isso, as introduções dos GF’s também ficaram muito boas e dão um charme à mais ao game.

Os menus do game também foram trabalhados, mostrando mais nitidez nas letras e informações, assim como também as imagens dos cards no card game que lembra algo como YuGi Oh!

Outro ponto importante para ser citado é nas novas funcionalidades que está versão remaster nos trás. A primeira delas é a possibilidade de aumentar a velocidade do game em até 3x. Isso é muito importante na hora que for fazer grind de magias e Level’, coisa que hoje em dia quase não existe mais. Isso faz as lutas, que antes eram bem lentas, ficarem mais rápidas e divertidas.

Mas essa não a única opção nova pois também foi acrescentado a possibilidade de deixar seus personagens “invencíveis” fazendo com que as pessoas mais novas que não estão acostumadas com os esquemas de J-RPG antigos, possam curtir o enredo sem maiores complicações.

Mas também devemos falar das coisas que não ficaram legais assim, como a largura da tela que fica infelizmente o tempo todo no formato 4:3, o formato de uma Tv de CRT. Nem ao menos colocaram um mosaico nas laterais para deixar o trabalho mais bonito. Outro ponto que merece um destaque é que os cenários pré-renderizados não receberam um trabalho tão bons quanto os modelos 3D poligonais dos personagens. E não me venha dizer que não dá pra melhorar as imagens dos cenários pré-renderizados pois dá! Em Resident Evil 0 e o Resident Evil Remake podemos ver que eles receberam um trabalho muito bom e exibindo ótimos gráfico. Já em FF8 podemos ver que os cenários ficaram um pouco embaçados. Por fim, Final Fantasy VIII: Remastered não possui opções de idiomas tal como ocorre em Final Fantasy IX Remastered. Infelizmente, para quem não tem uma boa noção em Inglês, terá que se contentar com esse idioma.

Por fim, Final Fantasy VIII: Remastered é um excelente trabalho feito pela Square-Enix e que até demorou muito para dar as caras nessa geração. Trazendo gráficos bem trabalhados, músicas originais e um enredo muito bom fazendo deste um dos melhores Final Fantasy’s já criados! Injustiçado em sua época, nos dia de hoje, sua história poderá ser melhor aproveitada tornando-o enfim em um clássico, uma obra de arte!

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