🎌 Está sem tempo? Leia nosso breve resumo
Ghost of Yotei é um dos primeiros títulos do PS5 a realmente demonstrar o poder da nova geração 🎮✨. Com um mundo aberto vasto e deslumbrante ambientado no Japão do século XVII, o novo RPG histórico da Sucker Punch Productions entrega uma jornada brutal de vingança estrelada por Atsu, uma ronin carismática e implacável. Embora alguns trechos de escalada cansativos e certa artificialidade na exploração impeçam a obra de alcançar a perfeição absoluta, o jogo impressiona com combate técnico, narrativa intensa e direção artística de tirar o fôlego 🏔️🌸. Para fãs de aventuras maduras, densas e cinematográficas, é simplesmente imperdível.
Ghost of Yotei é uma daquelas experiências que vivem nos detalhes — e são justamente esses pequenos momentos que fazem um RPG brilhar ✨. Parar para contemplar uma manada de cavalos correndo à sombra do Monte Yotei, levantando pétalas de flores silvestres enquanto galopam 🌸🐎. Recuperar o fôlego após uma batalha difícil, ainda processando mentalmente que você sobreviveu ⚔️😮💨. Sair em busca de uma missão específica e acabar, horas depois, perdido em uma floresta distante porque um contador de histórias mencionou rumores sobre uma armadura lendária escondida por perto.

São esses episódios que viram assunto nas conversas com os amigos — aquele tipo de história que faz alguém dizer: “acho que vou jogar isso também” 🎮🔥. O mundo aberto foi desenhado para favorecer essa espontaneidade. Em certos momentos, tudo funciona de maneira sublime. Em outros, a sensação é de que existe um leve empurrão invisível guiando você — como se a liberdade fosse cuidadosamente roteirizada.
A história se passa mais de 300 anos após Ghost of Tsushima e acompanha Atsu, uma ronin que retorna à província de Ezo determinada a eliminar os Yotei Six — um grupo de guerreiros mascarados responsáveis pelo massacre de sua família quando ela era criança 😔🩸. É inevitável lembrar de Assassin’s Creed Shadows, que também explorou recentemente uma trama de vingança contra uma sociedade secreta mascarada. Mas a semelhança para por aí. Aqui, o foco está mais na humanidade por trás das máscaras do que na simbologia do grupo.

Atsu é o grande destaque. Uma espécie de Clint Eastwood do século XVII 🤠⚔️, ela mistura carisma e brutalidade em doses quase desconfortáveis. A violência não é suavizada. Em determinado momento, ela executa friamente um soldado após descobrir que ele assassinou uma família de camponeses — uma cena pesada que reforça a dureza da protagonista. Se Jin Sakai já era marcante em Ghost of Tsushima, Atsu consegue ser ainda mais magnética.
O mundo aberto segue a filosofia de que progresso e exploração caminham juntos 🌄. Um viajante pode indicar uma fonte termal que aumenta sua vida máxima, enquanto mapas de cartógrafos precisam ser posicionados manualmente no seu próprio mapa para revelar recompensas valiosas. Um novo kimono ou um amuleto raro já são suficientes para fazer você abandonar temporariamente a missão principal. A sensação de “vou só dar uma olhadinha ali” é constante — e perigosa para o relógio ⏳.

Nem sempre, porém, a descoberta parece natural. Há momentos em que o jogo aponta demais, quase como um parque temático guiando o visitante 🎢. A comparação com The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Red Dead Redemption 2 é inevitável, mas ali a exploração parecia orgânica, quase acidental. Em Ghost of Yotei, às vezes dá para perceber a mão invisível conduzindo o espetáculo.
Ainda assim, é impossível negar o impacto visual. É um dos primeiros jogos do PS5 que realmente transmite sensação de salto geracional 🖥️✨. O cenário de Ezo é vasto, vibrante e absurdamente fotogênico — daqueles que fazem você tirar dezenas (ou centenas) de screenshots 📸.
No combate, o jogo troca liberdade por precisão cirúrgica ⚔️🔥. Atsu domina cinco armas corpo a corpo: katana, katanas duplas, kusarigama, odachi e yari. Cada arma tem função estratégica, exigindo trocas constantes durante a batalha. O sistema é técnico, reativo e punitivo. Errar um parry pode ser fatal, especialmente contra chefes ou quando se está cercado. A dificuldade é elevada — prepare-se para morrer com frequência 💀 — mas a satisfação de vencer é proporcional.

Há, contudo, problemas de ritmo. Algumas sequências parecem enchimento, com combates excessivos em sequência. E os trechos de escalada — longos, repetitivos e marcados por pedras “pintadas de branco” — soam datados 🧗♂️😅. São momentos que quebram o fluxo e revelam a estrutura tradicional por trás da experiência cinematográfica.
Por outro lado, a imersão é reforçada pelo excelente uso do controle DualSense 🎮✨. Você desenha caligrafia no touchpad, controla a intensidade do fogo ao pressionar os gatilhos e inclina o controle para ajustar o peixe sobre as chamas 🔥🐟. São detalhes que aproximam jogador e personagem.
No fim das contas, Ghost of Yotei é uma mistura ousada: por cima, um RPG ambicioso inspirado em Breath of the Wild e até em Elden Ring; por baixo, um jogo de ação cinematográfico no estilo de The Last of Us Part II ou God of War Ragnarök 🎬⚔️.
Essa combinação pode soar um pouco barulhenta em comparação ao antecessor, mas o resultado é poderoso. Mesmo quando a magia da descoberta parece ligeiramente fabricada, o feitiço funciona. Ghost of Yotei é aquele tipo de jogo que faz um fim de semana simplesmente desaparecer 🕰️✨. Ele convida você a escolher um ponto no horizonte, montar seu cavalo e cavalgar com o sol nas costas 🌅🐎.

E acredite: você vai querer aceitar esse convite.


